Mostrar mensagens com a etiqueta Bullying. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bullying. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Inquérito revela que 15,7% dos alunos já foram vítimas de ciberbullying

O docente da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) João Amado considerou hoje que “ainda há muito a fazer” junto dos professores, mas sobretudo dos pais, sobre a problemática do ciberbullying. 
“Julgamos que há ainda muito a fazer junto dos professores, mas sobretudo junto dos pais. Os professores começam, aos poucos, a ser sensíveis a estas problemáticas, penso que o grande trabalho é chegar à comunidade em geral e, muito em especial, às famílias”, afirmou, à margem da apresentação dos primeiros resultados do estudo Cyberbulliyng – um diagnóstico da situação em Portugal, que decorreu hoje no auditório da FPCEUC. 

Na sua perspectiva, em Portugal verifica-se “um atraso em acções e iniciativas dirigidas aos pais”, comparando com o que acontece noutros países. 

“É uma das áreas onde é preciso fazer alguma coisa”, frisou João Amado, coordenador do estudo. 

Apresentado numa conferência internacional sobre o desenvolvimento profissional dos formadores de professores, que decorre até amanhã, o estudo abrangeu, numa primeira fase, 339 alunos dos 6.º, 8.º e 11.º anos de escolas das regiões de Lisboa e Coimbra – explicou Armanda Matos, uma das docentes envolvidas no projecto. 

Segundo estes primeiros dados, 15,7% dos inquiridos dizem já ter sido vítimas deciberbullying e 9,4% admitiram ter sido agressores, usando tecnologias de informação e comunicação para agredir os colegas. 

De acordo com a professora universitária, os meios mais utilizados foram a mensagem instantânea, o SMS (através de telemóvel e Internet) e as redes sociais (com destaque para o Hi5 e Facebook). 

O projecto, envolvendo as universidades de Coimbra (UC) e Lisboa e contando com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, abrangeu também “uma pequena amostra” de 261 alunos das faculdades de Psicologia das duas instituições. 

Treze por cento dos estudantes universitários inquiridos dizem que foram vítimas, um por cento foram agressores e 88% foram testemunhas de ciberbullying – revelou a docente Teresa Pessoa, explicando que a maioria dos problemas relatados se situam na adolescência, sobretudo no ensino secundário. 

Na perspectiva de Armanda Matos, a preparação dos professores “é essencial”, devendo orientar-se sobretudo para a prevenção e para a intervenção e também para intervir na comunidade educativa na formação de alunos e de pais. 

O estudo foi apresentado numa sessão intitulada “Do bullying ao cyberbullying: investigação e intervenção”, que compreendeu a análise da “dimensão desta nova forma de violência em Portugal, as diferentes facetas que o fenómeno apresenta e as estratégias para os responsáveis educativos lidarem com a situação”, refere a nota de imprensa sobre o evento. 

O encontro científico (4th Winter Conference of the Association for Teacher Education in Europe - ATEE) a decorrer em Coimbra é uma organização conjunta da Universidade de Coimbra e do “MOFET Institute de Tel Aviv (Israel, reunindo investigadores de 31 países).

Fonte: Público

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Crianças deprimidas são vítimas de 'bullying' mais facilmente

As crianças com sintomas depressivos têm mais facilidade em tornarem-se vítimas de 'bullying', de acordo com um estudo desenvolvido pela Universidade do Estado de Arizona, divulgado esta segunda-feira. 

Já se sabia que as crianças rejeitadas e intimidadas pelos colegas tinham tendência a tornarem-se deprimidas, mas novas pesquisas vêm agora revelar que a relação pode funcionar em sentido inverso, indicando que as crianças com sintomas depressivos na escola primária podem tornar-se futuras vítimas e vir a sofrer de isolamento social.

Até agora, as investigações tentavam perceber se era o 'bullying' que levava à depressão ou se eram as crianças deprimidas que seduziam os "valentões" da escola.

O estudo, desenvolvido pelos investigadores da Universidade do Estado de Arizona, revela que os sintomas depressivos no 4.º ano de escolaridade aumentam as hipóteses de as crianças virem a ser intimidadas no 5.º ano e de, no 6º. ano, acabarem mesmo por ser rejeitadas pelos colegas.

Para chegar a estes resultados, os investigadores acompanharam 486 crianças, avaliando os seus sintomas de depressão e os níveis de aceitação social através de inquéritos confidenciais preenchidos pelos pais, professores e pelas próprias crianças, que se classificaram e avaliaram os colegas.

Os autores do estudo defendem que as crianças com sintomas de depressão, como isolamento social, comportamento passivo e choro excessivo, começam por ser rejeitadas pelos colegas e, em seguida, passam a ser alvo de intimidações.


Fonte: CM online

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Metade dos jovens assiste a provocações e nada faz

Uma das imagens do vídeo polémico ontem divulgadoConfrontada com o vídeo de agressões a uma jovem posto a circular na Internet e ontem tornado público, a investigadora alerta para a necessidade "de mudar a cultura escolar, para que não seja mal visto um jovem reportar estas situações". "Dentro do código dos adolescentes, quem faz queixa e chama um professor ou empregado, é apontado pelos outros - é um bem-comportado", diz. 

A professora da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, gostava de acreditar que o jovem que filmou a cena de violência e a colocou na sua página do Facebook tivesse pensado que, já que não conseguia intervir, ao menos podia denunciar, "para não voltar a acontecer". Mas acredita que o que poderá ter estado subjacente à divulgação da cena é mesmo a ideia "do espectáculo em torno da violência", "do minuto de fama pelas piores razões". Este tipo de "eventos" não ajuda a mudar, "precisa de ser desvalorizado", defende a docente.

Quanto às raparigas envolvidas, Margarida Gaspar de Matos diz que "aquele nível de violência" revela "uma incompetência das adolescentes na comunicação e na forma de regular emoções e lidar com conflitos". A investigadora nota que a violência não tem aumentado, mas tem havido mudanças de padrão. 

"Estas meninas estão a lutar como rapazes", ou seja, em vez de "a igualdade de género" levar a que os rapazes recorram mais à conversa para resolver problemas, vemos antes "modelos de resolução de conflitos através da violência em raparigas, que estão a assumir comportamentos masculinos". "É uma regulação por baixo", salienta. Num momento em que a sociedade portuguesa está cada vez mais escolarizada, a investigadora vê este tipo de situações como "um retrocesso".

Fonte: Público