sábado, 28 de abril de 2012

Estudo abre esperanças na cura da paralisia cerebral

Um novo tratamento ajudou coelhos nascidos com paralisia cerebral a recuperar uma mobilidade normal, o que abre a esperança de um potencial avanço na cura de pessoas com este distúrbio atualmente incurável, de acordo com uma equipa de cientistas dos EUA.


O estudo desenvolvido por Sujatha Kannan e os seus colegas do Instituto Nacional de Saúde Infantil e do Departamento de Perinatologia e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos foi publicado no jornal científico Science Translational Medicine e recorreu à nanomedicina.

Os cientistas libertaram um medicamento anti-inflamatório diretamente nas partes comprometidas do cérebro dos coelhos através de minúsculas moléculas em cascata, conhecidas como dendrímeros. No quinto dia, os animais, que nasceram com paralisia infantil, movimentavam-se em níveis quase normais.

As crias de coelho tratadas seis horas após o nascimento registaram "uma melhoria dramática na função motora" ao quinto dia, afirmou a autora principal do estudo, que explicou que os testes foram bem-sucedidos porque o método permitiu que o fármaco cruzasse a barreira sangue-cérebro, desativando prontamente a inflamação cerebral.

A médica explicou ainda que a utilização de coelhos como cobaias está relacionada com o facto de, à semelhança do que acontece com os humanos, os seus cérebros se desenvolverem antes e depois do nascimento, enquanto a maioria dos outros animais nascem com as habilidades motoras já formadas.

"Uma vantagem disso é que podemos testar tratamentos e olhar para a melhoria na função motora usando este tipo de modelo animal", esclareceu Kannan.

Uma das causas principais da paralisia cerebral é o nascimento prematuro, mas a doença não costuma ser diagnosticada antes dos dois anos. Consequentemente, "no momento em que fazemos o diagnóstico, há muito pouco que podemos fazer", confessou o Roberto Romero, co-autor do estudo, citado pela AFP.

Apesar de os especialistas admitirem que serão necessários vários anos até que se conheça totalmente esta abordagem, a investigação demonstra que uma intervenção precoce poderá ter a capacidade de inverter os danos cerebrais.

"Este trabalho é importante porque indica que há uma janela no tempo, imediatamente após o nascimento, quando a neuroinflamação pode ser identificada e quando o tratamento com um nanodispositivo pode reverter os efeitos da paralisia cerebral", concluiu o obstetra do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano.

Quinta agrícola emprega 40 deficientes e abastece cozinhas de Centro de Ação Social

Ideia muito interessante e válida! Eles também são capazes... é pena que muitos dos nossos empregadores portugueses não compreendam isto!

Cerca de 40 deficientes trabalham numa quinta da Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, Ílhavo, fornecendo os produtos para mais de mil refeições diárias, servidas aos lares e centros infantis.

Trata-se do Emprego Protegido do Centro de Ação Social do Concelho de Ílhavo (CASCI), instituição particular de solidariedade social criada em 1980, que não tem parado de crescer e hoje possui valências que vão de lares residenciais e centros de dia ao ensino especial e à formação profissional, passando pelo ensino pré-escolar.

Com unidades dispersas por Ílhavo e pelas praias da Barra e Costa Nova, o abastecimento das várias cozinhas da instituição é feito a partir do seu Centro da Gafanha da Nazaré.

Além da agropecuária, a quinta dispõe de unidades produtivas de jardinagem, serração e carpintaria, lavandaria e costura, empregando, sobretudo, jovens com deficiência, com apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

É uma aposta ganha em dezenas de jovens com incapacidade que ali se sentem úteis porque são cidadãos ativos.

«Trabalham, têm horários e regras a cumprir e, além disso, têm uma equipa técnica que os acompanha», disse à agência Lusa a presidente do CASCI, Ana Mafalda Cunha.

Segundo esta responsável, há ali jovens inseridos no projeto de emprego protegido que chegaram ao CASCI com quatro ou cinco meses.

A quinta é também uma aposta ganha pelas poupanças e recursos que gera à instituição.

Fonte: TSF (veja o video)

Governo cria nova avaliação de incapacidades de pessoas portadoras de deficiência

O Ministério da Saúde vai criar uma comissão para a elaboração de uma tabela de avaliação de incapacidades que não se restrinja a doenças profissionais, seguindo assim a recomendação feita pelo Provedor de Justiça em fevereiro.

Alfredo José de Sousa pediu aos ministérios da Saúde e da Solidariedade que criassem uma nova tabela de avaliação de incapacidades, defendendo que a atual é desadequada, porque foi criada para medir deficiências decorrentes de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Em resposta ao Provedor, e de acordo com informação da Provedoria da Justiça, o ministro da Saúde reconheceu que é necessário adotar "uma regulamentação específica para a avaliação da incapacidade das pessoas portadoras de deficiência" e informou que está a ser constituída uma comissão que irá elaborar uma Tabela Nacional de Incapacidades (TNI) que não se restrinja a doenças profissionais e acidentes de trabalho.

Já no que diz respeito à avaliação da incapacidade dos doentes crónicos, a informação do Ministério da Saúde é de que já está constituído um grupo de trabalho que "elaborou uma proposta de grelha de medição da funcionalidade de portadores das doenças crónicas mais frequentes".

"Neste momento, esta grelha está a ser avaliada, por amostragem, para a população portuguesa, pelo que, terminado esse momento de avaliação, a proposta estará em condições de ser aprovada", diz o Ministério.

Alfredo José de Sousa entende, por isso, "que já estão a ser adotadas as providências necessárias, ou seja a serem criadas tabelas próprias para a avaliação das pessoas portadoras de deficiência e das portadoras de doenças crónicas".

As sugestões do Provedor de Justiça aos ministérios da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social surgiram depois de Alfredo José de Sousa ter estudado o regime de avaliação de incapacidades das pessoas com deficiência para efeitos de acesso a medidas e benefícios estabelecidos na lei e ter chegado à conclusão que a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais "não é o instrumento adequado para a avaliação das pessoas com deficiência".

Fonte: JN

Relatório final dos contributos para a Revisão da Estrutura Curricular



Da análise efetuada, ainda que de forma transversal, devido à extensão do documento, registam-se apenas duas referências aos alunos com necessidades educativas especiais. Aparentemente parece muito pouco podendo corresponder à pouca valorização atribuída a estes alunos e ao processo de inclusão.

Os contributos, inseridos na página 30, referem:
- A criação de um novo modelo de inclusão dos alunos com NEE, que vá ao encontro das suas necessidades reais e que lhes permita desenvolver capacidades facilitadoras da integração na vida futura.
- A criação de cursos de formação profissionalizante para alunos com NEE no ensino secundário.
Para aceder ao documento, aqui.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pais contra o aumento do número de alunos por turma

Quer a Confap quer a CNIPE revelam-se contra a decisão do Governo de aumentar de 28 para 30 o número de alunos por turma.

A Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) desaprovou no domingo, em Vila Real, a medida do Governo de aumentar o número de alunos por turma entre o 5.º e o 12.º anos, dos actuais 28 para 30 estudantes. Também a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) lamenta a decisão governamental.

Reunida em assembleia-geral, a Confap aprovou um documento que será remetido ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ministros da Educação e da Solidariedade e Segurança Social. Segundo o presidente da confederação, Albino Almeira, os pais desaprovam a medida e lamentou a forma como a alteração foi anunciada, sem as associações de pais terem sido ouvidas ou envolvidas no processo. Referiu ainda não entender esta imposição às escolas, numa altura em que se fala precisamente de lhes dar mais autonomia.

Por princípio, a Confap “não associa o número de alunos por turma ao sucesso escolar”, mas considera que a “organização das turmas nas escolas é o segredo de encontrar vias de qualificação do ensino e da aprendizagem”. “Dificilmente os portugueses entenderão que nas cidades em que temos muitos jovens multiculturais, com dialectos e linguagens diferentes, seja possível garantir sucesso educativo com 30 alunos numa turma”, salientou.

A confederação reagiu com preocupação ao facto de nada se ter dito sobre as turmas com alunos com necessidades educativas especiais e que, segundo Albino Almeida, no passado, “levavam à redução de dois alunos por turma e a um máximo de alunos por turma inferior ao valor até agora estabelecido”. Outra preocupação dos pais é a dificuldade de se “encontrar no interior do país 30 alunos para organizar a oferta do ensino recorrente”. “Na prática isto é impedir muitos alunos de estudar à noite”, frisou Albino Almeida.

“Esta forma de conceber a constituição de turmas confirma que os responsáveis pelo Ministério da Educação se debruçam exclusivamente sobre os números e as estatísticas, esquecendo que a escola é feita de pessoas”, refere a CNIPE, em comunicado. Quanto mais crianças e jovens forem agrupados numa sala de aula, maiores serão os estímulos à distracção e à desconcentração e menores as possibilidades de haver um ensino mais individualizado.

O sucesso escolar sustentado é extremamente difícil de conseguir em turmas com mais de 18 alunos, sustenta a CNIPE, defendendo que aumentar o número de alunos por turma é hipotecar o futuro dos educandos e reduzir as possibilidades da escola pública poder contribuir para um salto qualitativo da sociedade.

Escolher a escola

Outra alteração anunciada pelo Governo é a possibilidade dos pais escolherem a escola que os filhos vão frequentar no ensino pré-escolar e no básico (até ao 9.º ano). Contudo, o diploma salvaguarda que, caso o estabelecimento escolhido não seja na área de residência, as despesas que essa opção possa significar ficam por conta do encarregado de educação ou do aluno, desde que a escola da zona onde reside tenha o percurso formativo desejado.

A Confap “lamenta que a liberdade de escolha da escola dependa da capacidade dos pais para pagarem o transporte”.

Fonte: Público

Fotógrafa invisual capta mundo com os olhos da alma

Amy Hildebrand nasceu cega mas recuperou parte da visão - vê algumas cores, formas e sombras - e tornou-se famosa como fotógrafa. Agora está quase a concluir o seu projeto 1000 Fotos em 1000 Dias.

Amy Hildebrand nasceu cega devido ao albinismo, um raro distúrbio hereditário no organismo que impede a produção de melanina. Mas recuperou parte da visão - vê algumas cores, formas e sombras -, tornou-se famosa como fotógrafa, e está quase a concluir o seu projeto 1000 Fotos em 1000 Dias, publicadas diariamente no seu blogue 'With Little Sound'.

Fonte: Expresso

Menina de quatro anos tem QI próximo de Einstein

Uma menina inglesa, de quatro anos, acaba de entrar para a prestigiada Mensa, uma organização que reúne as pessoas com os quocientes de inteligência (QI) mais elevados do mundo. Heidi Hankins entrou para a organização com um QI de 159, apenas um ponto abaixo de Albert Einstein e Stephen Hawking.

A pequena Heidi Hankins, da cidade de Winchester, aprendeu a ler sozinha e, quando tinha dois anos, já sabia contar até 40. Segundo disse o pai da menina à imprensa britânica, recentemente os pais ofereceram-lhe uma coleção de livros educativos da Oxford Reading Tree e a criança leu os 30 livros em cerca de uma hora. 

A destreza de Heidi com as palavras e os números chamou a atenção dos pais e da sua educadora de infância que resolveram testar o seu quociente de inteligência. O resultado foi de 159 pontos, apenas um ponto atrás de físicos como Stephen Hawking e Albert Einstein.

O teste de QI realizado por Heidi é especialmente desenhado para crianças da sua idade e abriu-lhe as portas da Mensa, uma sociedade para pessoas com QI elevado que reúne cerca de 100 mil membros no mundo inteiro. 

Citado pelos jornais britânicos, o pai da menina - professor na Universidade de Southampton - garante que além de escrever, ler e fazer contas, Heidi também adora brincar com bonecas e legos.

Normas relacionadas com as matrículas, distribuição dos alunos por escolas e agrupamentos, regime de funcionamento das escolas e constituição de turmas

Pela publicação do Despacho n.º 5106-A/2012, são definidas as normas relacionadas com as matrículas, distribuição dos alunos por escolas e agrupamentos, regime de funcionamento das escolas e constituição de turmas.

Entre outros aspetos, destaco os seguintes:

- Continua a ser dada prioridade na matrícula das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais em todos os níveis de educação e ensino;
- Mantém-se que as turmas que integrem crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter permanente, e cujo programa educativo individual assim o determine, são constituídas por 20 alunos, no máximo, não podendo incluir mais de 2 alunos nestas condições (n.º 5.4);
- Na formação das turmas deve ser respeitada a heterogeneidade do público escolar, podendo, no entanto, o diretor perante situações pertinentes, e após ouvir o conselho pedagógico, atender a outros critérios que sejam determinantes para o sucesso escolar.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Associação quer dois professores por sala para apoiar alunos com dificuldades

A presença simultânea de dois professores na sala em algumas aulas de turmas com alunos com mais dificuldades de aprendizagem é uma das propostas que uma associação de docentes do ensino especial vai apresentar, na quinta-feira, no Parlamento.
O método chama-se "co-ensino", é praticado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha e tem mais sucesso do que recorrer a terapeutas para apoiar estudantes do ensino básico com dificuldades de aprendizagem, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Docentes do Ensino Especial.

Outra vantagem da presença de dois professores numa sala, acrescentou David Rodrigues, é a redução "drástica da indisciplina" na sala de aulas.

Na reunião para que foi convocado pelo Grupo de Trabalho da Educação Especial da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, o dirigente irá defender que a equidade deve ser um dos objetivos para melhorar a qualidade da educação, e não apenas a excelência.

Na prática, a equidade traduz-se em aplicar diferentes modos de aprendizagem aos alunos com caraterísticas diferentes, de modo a que todos consigam ter o melhor aproveitamento escolar, explicou David Rodrigues à agência Lusa.

"Teoricamente, todos os alunos devem ter sucesso" e "um sistema de sucesso é o que leva todos os alunos ao seu limite de aprendizagem", defende o professor.

O acompanhamento dos alunos com dificuldades de aprendizagem deve ser contínuo, tal como aos professores que trabalham com eles e, para isso, são necessários terapeutas, psicólogos e docentes especializados, considera.

Apesar de em Portugal não haver dados sobre a percentagem de alunos que precisam de apoio suplementar para atingirem os objetivos académicos, David Rodrigues calcula que a média deva rondar os dez por cento, baseando-se em estudos realizados noutros países, nomeadamente um feito no País de Gales.

Em matéria de integração, acrescenta, Portugal apresenta das mais elevadas taxas de integração, já que 95 por cento dos alunos com deficiência estão integradas no sistema regular de ensino e não nas denominadas escolas especiais.

Esta realidade terá contribuído, reconhece David Rodrigues, para que o país tenha sido o escolhido para realizar um congresso mundial sobre educação especial, no final de julho de 2015, onde são aguardados cerca de 1.000 participantes na Aula Magna da Universidade de Lisboa.

Fonte: Diário Digital/Lusa

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Autismo pode estar ligado a obesidade na gravidez

A obesidade durante a gravidez pode aumentar as probabilidades de a criança nascer com autismo, diz um estudo da Universidade da Califórnia, o primeiro publicado que estabelece uma relação entre a obesidade e o autismo infantil.
De acordo com o estudo, uma mulher que esteja obesa durante a gravidez tem mais 67 por cento de probabilidade de ter um filho autista do que as mulheres sem excesso de peso. As mulheres obesas enfrentam também o dobro do risco de terem filhos com outros tipos de atrasos no desenvolvimento mental. 

Em média, uma em cada 88 mulheres saudáveis pode ter um filho autista. Probabilidade que aumenta para uma em cada 53 quando se trata de mulheres obesas durante a gravidez.

Apesar de não provar que a obesidade é uma causa directa para o autismo, os autores asseguram que os resultados do presente estudo aumentam preocupações no seio da saúde infantil devido aos elevados níveis de obesidade nos EUA.

Fonte: Sol