sexta-feira, 9 de setembro de 2011

“Podemos fazer a diferença…” por Sandra Porto Ferreira

Queremos uma escola que nos faça sonhar e que alimente os nossos sonhos, queremos uma escola que desenvolva competências, possibilitando transformar esses nossos sonhos em realidades sólidas.

Educar é, em todos os momentos, ajudar a desenvolver valores, consolidar convicções, permitir a formulação de critérios, acarinhar opções e estimular a tomada de decisão. O processo educativo tem uma "magia" que não pode reduzir-se a um corpo metodológico assente em receitas mais ou menos abstratas . Carece, contudo, de um fundamento concetual , apoiado em suportes teóricos credíveis, estudos empíricos e instrumentos adequados, que constituam a sua base de sustentação e de apoio. Este processo sempre sistémico e transversal, tem que ancorar no espaço e tempo e, em consequência, tem de se adaptar aos diferentes contextos educacionais a aos seus públicos. 

Para o século XXI desejamos uma educação aberta às realidades da sociedade, em que o principal, objetivo seja uma educação para a vida, ligada às realidades da comunidade em geral. 

Não queremos uma escola que passe apenas conteúdos. Queremos uma escola que nos faça sonhar e que alimente os nossos sonhos, queremos uma escola que desenvolva competências, possibilitando transformar esses nossos sonhos em realidades sólidas. Enfim, uma escola que, através da criatividade, da reflexão sistematizada, conduza ao empreendorismo, à livre iniciativa e tomada de decisão, à cidadania responsável. Parafraseando Edgar Morin em Sete Saberes da Educação do Futuro, consideramos que é necessário evitar "as cegueiras do conhecimento" que impeçam a reflexão do que é saber, como construir o saber, rever e atualizar processos diminuindo as entropias. 

Neste contexto de mudanças, e porque estaremos empenhados em construir uma nova reforma de viver a escola, é importante refletirmos sobre que tipo de trabalho temos desenvolvido nas nossas escolas e qual o efeito. Que resultados temos alcançado. Qual é na verdade a função social da escola? A escola está realmente a cumprir ou procura cumprir a sua função como agente de intervenção na sociedade? Para se conquistar o sucesso é necessário que se entenda e que tenha clareza do que se quer alcançar. A escola precisa de ter objetivos bem definidos, para que possa desempenhar bem o seu papel social, que é a sua maior preocupação. O alvo deve ser o crescimento intelectual , emocional, espiritual do aluno e para que esse avanço venha a fluir é necessário que a escola esteja desobstruída. 

A educação engloba ensinar e aprender. O mundo não é perfeito, mas se cada um de nós fizer o que está ao seu alcance, podemos todos juntos fazê-lo melhor.

Para ler mais clique aqui: Educare.pt

Centenas de escolas começam ano letivo sem psicólogos

Cerca de 300 escolas ou agrupamentos de escolas iniciam a partir de amanhã o ano letivo sem serviço de psicologia, por falta de abertura de vagas para a contratação de profissionais.

O ano letivo começa amanhã para cerca de 300 escolas ou agrupamentos de escolas que voltam a abrir sem serviço de psicologia, uma vez que ainda não foi autorizada a abertura de vagas para a contratação destes profissionais.
Em declarações prestadas hoje à Lusa, Daniela Gomes, do Movimento pró-ANPSE (Associação Nacional de Psicólogos Escolares), lamentou que, "tal como sucedeu no ano letivo anterior, este ano as escolas voltem a abrir sem o serviço de psicologia, estando estes profissionais no desemprego desde 31 de agosto, quando terminou o contrato anual de trabalho".

Desenvolvimento psicológico dos alunos sem apoio


"Voltamos à estaca zero. O ano passado só começámos a ser colocados a partir do final de novembro e este ano parece que vamos pelo mesmo caminho. Continuamos a aguardar pacientemente e na total incerteza que seja autorizada a abertura de vagas para o corrente ano letivo", disse. 
Neste momento, segundo Daniela Gomes, "nem os agrupamentos TEIP (territórios educativos de intervenção prioritária) têm autorização para a abertura de processo concursal para colocação de psicólogos".
"Apenas as escolas com Serviço de Psicologia e Orientação (SPO), ou seja, psicólogos de quadro (cujo último concurso a nível nacional remonta a 1997) terão assegurados os serviços de psicologia. Desta forma, mais uma vez, estamos a falar de milhares de crianças e jovens que veem negado um direito consagrado na Lei de Bases do SE e no estatuto do aluno", sustentou. 
A psicóloga considerou que está em causa o apoio ao desenvolvimento psicológico dos alunos e à sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psico-pedagógico às atividades educativas previsto na Lei de Bases do Sistema Educativo.
O movimento que está a criar uma associação de âmbito nacional reivindica a contratação profissional dos psicólogos pelo Ministério da Educação, vinculando-os de forma estável e possibilitando-lhes a entrada e progressão na carreira.
Nos últimos anos, os psicólogos têm sido contratados para desenvolvimento de projetos de combate ao insucesso escolar, por contratação de escola, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 35/2007, de 15 de fevereiro, e da Lei n.º 23/2004, de 22 de junho.
A Lusa solicitou esclarecimentos ao Ministério da Educação, mas até ao momento não obteve resposta.

Fonte: Expresso

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Rentrée escolar. Falta de verbas paralisa cursos profissionais, apoio a deficientes e escolas de risco

A uma semana do início das aulas, escolas não sabem com que recursos contam para assegurar o ano lectivo.

Bastaria um ok do governo e começariam todos a trabalhar para recuperar o tempo perdido. Só que esse ok tarda em chegar e, portanto, os agrupamentos que trabalham com alunos de risco, os centros que apoiam crianças com deficiências nas escolas ou o ensino profissional estão ainda sem saber com o que podem contar.


O regresso às aulas acontece já na próxima semana, mas por enquanto a ordem que têm do Ministério da Educação e Ciência é para esperar. Esperar pelo financiamento que vai permitir aos 74 centros de recursos para a inclusão definir quantos alunos podem apoiar nas escolas, quantas horas vão precisar ou quantos técnicos vão contratar. Esperar pelas verbas para 140 escolas de ensino profissional privado recrutarem professores e formar turmas. E esperar ainda que a tutela autorize cada uma das 105 escolas públicas integradas no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) a contratar psicólogos, assistentes sociais, mediadores culturais ou outros técnicos para darem continuidade aos projectos com vista a reduzir o insucesso escolar.Está tudo à espera porque há pouco mais a fazer, senão ficar à espera. "Fizemos os nossos planos de acção em articulação com os agrupamentos e enviámos tudo para a tutela aprovar", conta Rogério Cação, dirigente da Fenacerci - Federação de Cooperativas de Solidariedade Social - que presta apoio aos alunos com necessidades educativas especiais. Nas escolas consideradas de risco, este trabalho está outra vez a ser feito. "Recebemos ontem [quarta-feira] uma indicação da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular para enviarmos até amanhã [hoje] todas as acções que queremos desenvolver no âmbito do programa TEIP e o número de técnicos de que vamos precisar", explica Manuel Pereira, director do agrupamento de escolas de Cinfães e ainda presidente das Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Esta tarefa, aliás, já tinha sido solicitada em finais de Julho pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.Nas escolas privadas de ensino profissional, a angústia é maior. Os recados deixados pela anterior tutela são a única informação de que dispõem. "Primeiro, foi-nos dito que iriam reduzir as turmas, depois disseram que iriam manter o número de alunos, mas teriam de sacrificar os Cursos de Educação e Formação (CEF) que não continuam. Com esta tutela só temos tido silêncio como resposta", conta Luís Trevas, dirigente da Associação Nacional de Escolas Profissionais que diz, no entanto, ter uma reunião com a secretária de Estado do Ensino Básico na segunda-feira, para discutir esta questão. O problema estende-se igualmente às escolas da rede pública que têm alunos a frequentar os CEF e os cursos profissionais. "Os professores estão assegurados, mas falta autorização para contratar os técnicos (mecânicos, serralheiros, electricistas, etc.) que asseguram metade do tempo lectivo destas turmas", explica Manuel Pereira.O i apurou, no entanto, que parte das verbas para o ensino profissional e CEF está em vias de ser desbloqueada pelo Ministério da Economia, mas apenas para as regiões do Norte, Centro e Alentejo. Lisboa e Algarve são casos mais complicados. Nas outras três regiões do país, Bruxelas paga 75% da formação dos técnicos - deixando o restante a cargo do Estado português. Lisboa e Algarve não podem beneficiar de fundos do Programa Operacional Potencial Humano porque já superaram o nível médio europeu de desenvolvimento. Logo, o esforço do governo para manter estes cursos é muito maior.O mesmo acontece, aliás, com as 105 escolas abrangidas pelo programa TEIP, mas neste caso, Portugal conseguiu negociar um regime de excepção para que Lisboa e Algarve obtivessem um financiamento pouco acima dos 50%. Só que os directores escolas de risco também não sabem quando chega a autorização da tutela. "Queríamos ter tudo a postos para o início do ano, queríamos até que os psicólogos se pudessem reunir com os encarregados de educação no primeiro dia de aulas... se é que eles vão chegar... nem quero pensar nessa hipótese...", diz Manuel Pereira.

Fonte: i online

terça-feira, 30 de agosto de 2011

19 toneladas de tampinhas dão prótese a menino

Um menino de dois anos, de Caminha, que nasceu sem a mão direita, vai hoje (23/8) testar uma mão estética e dentro de um mês já deverá ter uma prótese mioeléctrica.

Segundo a mãe da criança, Elisabete Farinhoto, toda a operação, orçada em nove mil euros, será financiada por uma empresa da Póvoa de Varzim, em troca de 19 toneladas de tampinhas, recolhidas desde a Páscoa tanto em Portugal como na Galiza.
"Da Galiza, chegaram ontem [segunda-feira] duas toneladas de tampinhas e há mais duas para chegar. Foi uma adesão excepcional", referiu Elisabete Farinhoto.
Hoje, numa clínica de Matosinhos, o filho, Diogo, vai experimentar a mão estética e poderá mesmo regressar a casa com ela, "se não houver problemas".
Dentro de um mês, na mesma clínica, deverá instalar a prótese mioelétrica.
O filho, Diogo, nasceu a 20 de maio de 2009, sem a mão direita, alegadamente vítima de uma amputação dentro da barriga.
"As primeiras ecografias mostram que ele tinha as duas mãos", revela a mãe.
Esta primeira prótese terá a validade de dois anos e terá depois de ser substituída por uma outra, pelo que a campanha de recolha de tampinhas vai continuar.
"Para a outra prótese, serão necessárias mais de 30 toneladas", referiu.
Segundo explicou, vale todo o tipo de tampas de plástico, seja de garrafas de água, de óleo, de iogurtes líquidos, de garrafões, de detergentes ou de champô.
Valem também caixas de manteiga completas, bem como todas as embalagens que tenham o símbolo da reciclagem com os números 2, 4 ou 5 dentro do triângulo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Portugal: Jogo de computador ajuda crianças autistas

A Universidade do Porto está a desenvolver um jogo de computador, direcionado para autistas, que lhes permite aprender as emoções e expressões faciais. O projeto visa facilitar a relação destas crianças com quem as rodeia.
O autismo é uma disfunção que afeta a capacidade de relacionamento, deixando os doentes emocionalmente isolados das pessoas que os rodeiam.
Este jogo - desenvolvido pela Universidade do Porto em colaboração com a Universidade de Texas - permite às crianças autistas a familiarização com as expressões faciais, o reconhecimento da alegria e da tristeza. Desta forma a criança terá uma maior facilidade no seu relacionamento interpessoal.
Com o indicador encostado ao ecrã, a criança pode desenhar as expressões, levantar as sobrancelhas e os olhos e, ao mesmo tempo, ver a cara a reagir. As personagens à escolha são muitas e incluem humanos, bonecos e animais.
A base tecnológica deste projeto, que ainda se encontra numa fase inicial, já foi desenvolvida. Resta agora fazer os testes necessários: primeiro em crianças sem a disfunção e só depois em crianças autistas. Estima-se que o programa esteja concluído daqui a dois anos.
O jogo, "LIFEisGAME: Learning of Facial Emotions using Serious GAMEs”, conta com a colaboração especialistas da faculdade de Psicologia e terapeutas da Associação Criar e o Instituto Tecnológico e a Microsoft e é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Clique AQUI para aceder à página oficial.

António Marques, um pioneiro do boccia a sonhar com a sétima participação paralímpica


António Marques tem 47 anos, aos 18 foi um dos primeiros deficientes com paralisia cerebral a praticar boccia. Quase três décadas depois continua na alta competição, já participou em seis Jogos Paralímpicos e tem Londres2012 "na mira".
"Eu sou dos primeiros que começaram a jogar boccia, cheguei a jogar em pistas de tartan", garante António Marques, para logo acrescentar: "Medalhas são mais que muitas. Tenho lá uma vitrina cheia".
António Marques está esta semana em Belfast, onde a selecção portuguesa de boccia procura revalidar o título na Taça do Mundo. Não promete resultados, mas garante que se não aparecerem não será por falta de trabalho.
"Só me falta dormir com as bolas. Treino normalmente três vezes por semana", conta, explicando depois que antes das grandes competições os treinos são diários.
António Marques vive com a mãe, na Aveleira, e frequenta diariamente a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra.
Admite que a modalidade que lhe tem dado tantos títulos e para a qual treina "sem parar" já lhe proporcionou grandes momentos desportivos e de lazer, afirmando: "Se não fosse o boccia, eu não saia da parvónia".
Ao longo da sua carreira desportiva, António Marques já teve "quatro ou cinco treinadores". Confessa que às vezes está "farto deles", sobretudo quando são muito exigentes, mas logo a seguir "emenda" o discurso: "Sei que eles só querem o meu melhor".
No boccia, António Marques compete na classe BC1, destinada a tetraplégicos com pouca amplitude de movimento funcional e pouca força funcional em todas as extremidades e tronco, que dependem de um acompanhante para ajustar ou estabilizar a cadeira ou para lhe dar a bola.
Com a quarta classe concluída, António Marques gosta de escrever "sempre à mão", porque ainda não tem computador, e é um amante da rádio, revelando-se um ouvinte assíduo dos programas de discos pedidos.
Em Seul estreou-se nos Jogos Paralímpicos e desde então não falhou nenhuma edição, por isso, gostava muito de estar em Londres para o próximo ano e promete "trabalhar para isso".

Combater a dislexia: nova esperança

Um tipógrafo holandês concebeu um novo tipo de letra, especialmente desenhado para minimizar os erros cognitivos causados pela dislexia.
A dislexia é responsável por gerar dificuldades na leitura e na escrita, afetando a aprendizagem de milhares de crianças. Calcula-se que a dislexia – cujos sintomas passam por confundir algumas letras, por exemplo, ou dificuldades de associar os sons às letras – afete até 10% da população mundial, manifestando-se de várias maneiras.
A falta de informação dificulta muitas vezes o apoio aos que sofrem de dislexia, que, normalmente, superam as dificuldades apenas através do próprio esforço. Christian Boer, tipógrafo e disléxico holandês, lembrou-se, no entanto, de estudar e criar um novo tipo de letra que poderá representar uma grande ajuda para os disléxicos.
A nova tipografia, chamada Dyslexie, de acordo com um estudo independente da Universidade de Twente, na Holanda, parece ser bastante funcional. Em 2009, 21 alunos com dislexia testaram a Dyslexie e o resultado foi positivo – quando liam textos escritos com a nova tipografia, cometiam menos erros.
“Posso dizer que trabalhei na vírgula durante quatro horas e na letra ‘a’ durante mais de 12 horas”, declarou Boer à revista Fast Company, ilustrando o trabalho que lhe deram as alterações que fez em cada letra do alfabeto e pontuações.
O tipógrafo holandês teve a ideia em 2008, quando começou a otimizar um tipo de letra ao seu próprio olho. Pouco tempo depois, contratou oito pessoas com dislexia para o ajudarem no desenho da tipografia. Uma das características principais do alfabeto Dyslexie é o “peso” das letras, cuja parte inferior foi reforçada para sobressaírem no papel e facilitarem a leitura.

Fonte: Departamento de Educação Especial -Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano-Santarém

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma vantagem metabólica para Blade Runner?


Como o sucesso atrai sempre contestatários, tem havido quem o queira impedir de competir, argumentando que as próteses lhe concedem uma vantagem metabólica.

Como há quem afirme exatamente o oposto, e ambas as opiniões são secundadas por qualificados especialistas, é muito provável que ele vá mesmo a Londres.

Em Daegu estará igualmente presente a atleta Caster Semenya, uma sua compatriota, também ela objecto de muito polémica, embora por motivos diferentes. No seu caso, era uma questão de identidade sexual.

Também aí o problema foi ultrapassado. Ganhou o desporto.


Ler mais: Expresso

Atleta amputado a disputar um Mundial


Oscar Pistorius vai tornar-se o primeiro atleta amputado a participar num mundial de atletismo, integrado na selecção da África do Sul que estará em Daegu, Coreia do Sul.

O atleta, que perdeu as duas pernas e corre com auxílio de duas próteses em fibra de carbono, fez 45,07 segundos nos 400 metros (recorde pessoal) em Julho, em Itália, marca que lhe abriu as portas para o mundial e que cumpre os mínimos “A” para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.


Pistorius, apelidado de “Blade Runner” devido às próteses em folha de carbono que utiliza nas pernas, foi seleccionado pela federação sul-africana para a prova de 400 metros e para a estafeta 4x400 metros, em Daegu.

O atleta sul-africano teve de receber o acordo da Tribunal Arbitral do Desporto para competir fora do âmbito para-olímpico (onde conquistou várias medalhas de ouro), depois de a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) ter colocado reservas à sua presença em provas de atletismo, designadamente em mundiais e jogos olímpicos.

Pistorius foi amputado aos 11 anos, devido a uma doença congénita.

Fonte: Público

Atleta amputado a disputar um Mundial


Oscar Pistorius vai tornar-se o primeiro atleta amputado a participar num mundial de atletismo, integrado na selecção da África do Sul que estará em Daegu, Coreia do Sul.

O atleta, que perdeu as duas pernas e corre com auxílio de duas próteses em fibra de carbono, fez 45,07 segundos nos 400 metros (recorde pessoal) em Julho, em Itália, marca que lhe abriu as portas para o mundial e que cumpre os mínimos “A” para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.


Pistorius, apelidado de “Blade Runner” devido às próteses em folha de carbono que utiliza nas pernas, foi seleccionado pela federação sul-africana para a prova de 400 metros e para a estafeta 4x400 metros, em Daegu.

O atleta sul-africano teve de receber o acordo da Tribunal Arbitral do Desporto para competir fora do âmbito para-olímpico (onde conquistou várias medalhas de ouro), depois de a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) ter colocado reservas à sua presença em provas de atletismo, designadamente em mundiais e jogos olímpicos.

Pistorius foi amputado aos 11 anos, devido a uma doença congénita.

Fonte: Público