Encontrei este texto publicado num blog que sigo atentamente e achei que devia também partilhar.
"Começo por uma história que presenciei há 3 dias. Uma aluna de Mestrado em Educação Especial estava à espera que a prova de discussão da sua dissertação começasse. Eu, que era para o efeito presidente do júri da prova, cheguei um pouco mais cedo e encontrei-a sentada a enrolar papéis de seda amarelos. Espera-se que um candidato – por norma nervoso – ocupe o seu tempo de várias maneiras mas aquela intrigou-me… Perguntei “Esse trabalho manual é para reduzir o stress?”. “Não – respondeu a candidata – estou a enrolar as rifas para o encontro de angariação de fundos para a unidade de multideficiência do meu agrupamento”.E logo esta história me lembrou os diferentes mundos em que se move o professor de Educação Especial: o mundo da militância, da “missão”, o mundo da profissão tal como é definida, o mundo académico, o mundo das famílias, etc. Navegar em todos estes mundos com regras e éticas distintas, é, sem dúvida, necessário ainda que não necessariamente útil. Passo a explicar: são tarefas que é preciso fazer e que se o professor de Educação Especial não fizer ninguém vai fazer apesar de serem essenciais. Mas é verdade também que quando se faz um coisa não se pode fazer outra e, se é verdade que é pedido muito voluntarismo e trabalho “extra-curricular” ao professor, pode-se perguntar “O que é que ele, por fazer estas tarefas, deixa de fazer?” Estamos a chegar ao fim de um ano lectivo e ao princípio de outro. Tempo de balanços e de compromissos. Começamos a ouvir “para o ano eu vou…”, “para o ano eu não vou…” Um novo ano é sempre uma oportunidade de nos aproximarmos do que gostaríamos de fazer e de ser como profissionais. Gostaria em nome da Direcção da Pró-Inclusão: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, de desejar a todas e todos umas férias repousantes e que os compromissos que vão assumir sejam melhores (mais úteis, justos e generosos) do que os que assumiram o ano passado. É assim o nosso caminho. A nossa Associação continua firme no seu compromisso de contribuir para que os professores sejam ouvidos e respeitados. E representamos os professores para atingir a qualidade de educação dos alunos com necessidades educativas especiais, esses sim a razão de ser de toda a nossa formação, empenho e profissionalidade."
Até breve!
David Rodrigues
Presidente da Pin-ANDEE
Editorial da 2ª newsletter do mês de Junho da Pró-Inclusão: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial (PIN-ANDEE)





O Algarve tem estado a participar numa iniciativa da Organização Mundial da Saúde que está a acompanhar os dados sobre a prevalência de obesidade infantil e os hábitos de vida das crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos.Este trabalho teve início em 2008 e de acordo com os inquéritos mais recentes a região apresenta os dados mais baixos nacionais de obesidade infantil.O inquérito foi realizado junto de 103 crianças que frequentam seis escolas algarvias e permitiu tirar várias conclusões que irão ser tidas em conta nas próximas atividades de prevenção de obesidade infantil que a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARSA) vai realizar.“Considerando que o valor de prevalência de obesidade e pré-obesidade infantil, indicado no estudo realizado no Algarve em 2006 (30,2 por cento, entre os sete e os nove anos), (…) podemos constatar que os resultados obtidos na região do Algarve apresentam uma descida superior a 14 pontos percentuais”, refere a ARSA em comunicado.Os dados revelam que as crianças algarvias apresentam a maior baixa prevalência de peso, pré-obesidade e obesidade do país, vindo reforçar a tendência que já vinha a ser detetada em estudos anteriores.Para continuar a trabalhar nesta área da prevenção de doenças desde tenra idade, a ARSA sublinha que os resultados obtidos resultam de um trabalho multidisciplinar e transversal que tem sido realizado por diferentes instituições regionais e locais. Um trabalho de promoção de estilos de vida saudáveis que a ARSA pretende continuar a realizar.O estudo realizado permitiu ainda outras conclusões como por exemplo: 4,5 por cento das crianças algarvias não tomam o pequeno-almoço todos os dias, 62 por cento nunca consome fruta fresca, 40 por cento nunca come hortícolas, o peixe é consumido com maior frequência do que a carne, 57,6 por cento não come sopa de legumes todos os dias, 92,1 por cento consome quatro ou mais vezes por semana batata frita de pacote, snacks, pipocas ou aperitivos salgados. As conclusões destacadas pela ARSA adiantam ainda que 50,5 por cento das crianças têm atividades desportivas extraescolares, 80,5 por cento tem mais de nove horas de sono por dia, 51,1 por cento passa menos de uma hora diária em computadores ou jogos eletrónicos durante a semana e 44 por cento gasta menos de uma hora por dia em computador ou jogos eletrónicos durante o fim de semana.O estudo está a ser desenvolvido no âmbito do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil da Organização Mundial de Saúde. Este sistema foi criado com o objetivo de criar uma rede de informação sistemática e periódica sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 6 aos 8 anos, comparável entre os países e regiões da Europa.