segunda-feira, 13 de junho de 2011

Estudo indica que obesidade infantil baixou no Algarve

O Algarve tem estado a participar numa iniciativa da Organização Mundial da Saúde que está a acompanhar os dados sobre a prevalência de obesidade infantil e os hábitos de vida das crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 8 anos.Este trabalho teve início em 2008 e de acordo com os inquéritos mais recentes a região apresenta os dados mais baixos nacionais de obesidade infantil.O inquérito foi realizado junto de 103 crianças que frequentam seis escolas algarvias e permitiu tirar várias conclusões que irão ser tidas em conta nas próximas atividades de prevenção de obesidade infantil que a Administração Regional de Saúde do Algarve (ARSA) vai realizar.“Considerando que o valor de prevalência de obesidade e pré-obesidade infantil, indicado no estudo realizado no Algarve em 2006 (30,2 por cento, entre os sete e os nove anos), (…) podemos constatar que os resultados obtidos na região do Algarve apresentam uma descida superior a 14 pontos percentuais”, refere a ARSA em comunicado.Os dados revelam que as crianças algarvias apresentam a maior baixa prevalência de peso, pré-obesidade e obesidade do país, vindo reforçar a tendência que já vinha a ser detetada em estudos anteriores.Para continuar a trabalhar nesta área da prevenção de doenças desde tenra idade, a ARSA sublinha que os resultados obtidos resultam de um trabalho multidisciplinar e transversal que tem sido realizado por diferentes instituições regionais e locais. Um trabalho de promoção de estilos de vida saudáveis que a ARSA pretende continuar a realizar.O estudo realizado permitiu ainda outras conclusões como por exemplo: 4,5 por cento das crianças algarvias não tomam o pequeno-almoço todos os dias, 62 por cento nunca consome fruta fresca, 40 por cento nunca come hortícolas, o peixe é consumido com maior frequência do que a carne, 57,6 por cento não come sopa de legumes todos os dias, 92,1 por cento consome quatro ou mais vezes por semana batata frita de pacote, snacks, pipocas ou aperitivos salgados. As conclusões destacadas pela ARSA adiantam ainda que 50,5 por cento das crianças têm atividades desportivas extraescolares, 80,5 por cento tem mais de nove horas de sono por dia, 51,1 por cento passa menos de uma hora diária em computadores ou jogos eletrónicos durante a semana e 44 por cento gasta menos de uma hora por dia em computador ou jogos eletrónicos durante o fim de semana.O estudo está a ser desenvolvido no âmbito do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil da Organização Mundial de Saúde. Este sistema foi criado com o objetivo de criar uma rede de informação sistemática e periódica sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 6 aos 8 anos, comparável entre os países e regiões da Europa.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

“Tiagolas e outras estórias”

Um livro com estórias, os protagonistas são pessoas com deficiência 
“Heróis sem nome”

“Aos pais dos meninos com deficiência, os verdadeiros especialistas das suas crianças, este é o seu livro de bolso. Na estante ficarão os manuais teóricos e guias de orientação práticos, aqui ventilam-se emoções e procuram-se sucessos. A minha mais profunda gratidão por ter feito parte deste projecto de Amor.” Joana Sá Ferreira (Médica, Interna de Psiquiatria do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Investigadora do Grupo de História e Sociologia da Ciência do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, CEIS20)
- Um livro para a dignidade e para a inclusão das pessoas com deficiência;
- Um livro com os direitos das pessoas com deficiência;
- Um livro para sensibilizar à problemática e à causa da deficiência, nomeadamente da mental e das suas implicações sociais e educativas;
- Um livro para professores e educadores que trabalham com crianças com deficiência.
- Um livro para as pessoas com deficiência e suas famílias.
Os proveitos desta publicação revertem para o projecto de construção de uma residência para deficientes e de um centro de actividades ocupacionais, a construir em terreno cedido pela Câmara Municipal de Coimbra, projecto de candidatura aprovado pelo POPH.

O livro será apresentado ao público no próximo dia 30, em Coimbra.

Contactos:
Manuel Miranda
Urb. Quinta das Relvas, Lt. 17
3045 – 241 – Coimbra
Tel.: 966 617 670
miranda.manel@gmail.com

Fonte: Incluso

terça-feira, 7 de junho de 2011

Jogos de Portugal Coimbra 2011


Numa iniciativa da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes, realizam-se, nos dias 10 e 11 de Junho, em Coimbra, os Jogos de Portugal Coimbra 2011.

Os Jogos contarão com a participação de mais de 800 atletas com deficiência, distribuídos por 15 modalidades.

Mais informações no sítio electrónico do evento.

Fonte: Ajudas.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os professores funcionam como uma "bateria viciada"


Tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho" revela que os docentes não conseguem desligar-se da profissão no final de um dia de aulas. A autora da investigação, Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), obteve um dado curioso: segunda-feira é o dia mais difícil.

Durante duas semanas, no ano letivo passado, 100 professores do pré-escolar ao Ensino Secundário foram seguidos atentamente. Maria Alexandra Costa, professora do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), acompanhou os docentes e colocou-lhes várias questões em duas fases, ou seja, antes do início de mais uma jornada de trabalho e depois das portas da escola se fecharem. Na tese de doutoramento "Há vida para lá do trabalho - A relação entre a recuperação de recursos e o desempenho no trabalho", a investigadora analisou um grupo profissional com elevados níveis de stress e concluiu que os docentes não conseguem desligar o botão quando chegam a casa. 
A pesquisa revela que os docentes não conseguem recarregar baterias quando acaba um dia de trabalho, funcionando, por isso, como "uma bateria viciada". "A partir do momento em que têm níveis de stress muito altos, não conseguem recuperar de forma a não sentirem stress no dia a dia", refere a investigadora ao EDUCARE.PT. Quando o dia acaba e a porta de casa se abre, há muitos professores que têm aulas para preparar, testes para corrigir ou precisam de ajudar os filhos nos trabalhos para a escola. Nestas condições, é complicado interromper a rotina, desligar o interruptor e relaxar antes de ir para a cama. "Torna-se mais complicado, parece que o professor está sempre a trabalhar porque recorre a recursos semelhantes aos que usa no trabalho." 
E se, à partida, a segunda-feira poderia ser o dia mais relaxante, depois de um fim de semana para descansar o corpo e a cabeça, o estudo da docente do ISEP indica que o primeiro dia da semana é o mais complicado para quem tem de ensinar. Sexta-feira é o dia em que os professores começam a distanciar-se psicologicamente do trabalho, aplicando-se o efeito de contaminação de fim de semana, à segunda-feira é o momento de enfrentarem mais uma semana de aulas. "É ao fim de semana que mais recuperaram, que se sentem mais em forma, mas quando regressam ao trabalho, o confronto com a realidade parece provocar uma sensação de desgaste maior", afirma. 
Maria Alexandra Costa partiu da teoria da recuperação de recursos - cognitivos, psicológicos e emocionais - para tentar perceber se os professores conseguiam recarregar baterias nos tempos de lazer. A maioria não consegue encher o balão de oxigénio, descarregar todo o stress, recuperar em atividades que lhes permitam respirar tranquilamente. "Há três processos que têm impacto nesse carregamento de baterias: a capacidade de se envolverem em atividades que lhes permitam afastar-se psicologicamente do trabalho, o relaxamento e o sono", explica. 
"Apesar de os professores terem uma grande necessidade de recarregar baterias, até porque têm um desgaste muito grande ao longo do dia, têm uma inabilidade para o fazer", sustenta. Por isso, a investigadora defende que cada professor deve encontrar a sua própria forma de relaxamento que pode passar por praticar ioga ou um desporto, frequentar um workshop de teatro ou de dança, ir ao cinema, meditar. A escolha é de cada um. O processo de relaxamento de uma pessoa pode ser completamente diferente de outra. 
As escolas também podem dar uma ajuda neste processo. "As salas de professores são tudo menos espaços de relaxamento", observa. Portanto, a docente sugere que os responsáveis educativos se debrucem sobre o que pode ser feito para que os docentes consigam relaxar, nem que seja por alguns momentos, dentro do recinto escolar. Como, por exemplo, criar condições para que os professores façam todas as tarefas relacionadas com o ensino na escola, de forma a definir fronteiras entre a vida profissional e a vida privada. Em seu entender, a própria organização escolar podia incentivar os docentes a envolver-se em atividades que promovam relaxamento e bem-estar e assim criar clubes de leitura, classes de ginástica, sessões de relaxamento, tertúlias, entre outras. E para que o desempenho seja o melhor possível, o período antes do início das aulas deve ser o mais relaxante possível, com uma sala de professores simpática e, se possível, com música ambiente. 
"O que as pessoas fazem nos seus tempos livres tem impacto naquilo que é o seu trabalho", reforça a investigadora. O sono também faz milagres e naturalmente influencia o estado de recuperação matinal que, por sua vez, se reflete no desempenho ao longo do dia. "O efeito do sono, a quantidade e qualidade desse descanso, tem um impacto muito grande na recuperação." 

Fonte: Educare por Sara R. Oliveira

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FELIZ DIA DA CRIANÇA


Nesta vida podemos aprender três coisas com as crianças:
Estar sempre ALEGRE, nunca ficar PARADO e, chorar com TODA A FORÇA por tudo aquilo que se quer.


FELIZ DIA DA CRIANÇA... a todas as crianças e "àquela criança" que ainda existe dentro de nós.

domingo, 29 de maio de 2011

Inteligência Natural por Teresa Martinho Marques

perfilpbflip.jpgEla aproximou-se de mim no final da aula e disse: "De tudo o que andamos agora a fazer nas aulas quando resolvemos problemas, o que mais me tem ajudado é aquela coisa da professora estar sempre a dizer e a mostrar que temos de usar a nossa inteligência natural para os resolver! Já estou melhor a resolvê-los e já nem tenho tanto medo!”
Há uns anos li um livro de John Holt que marcou indelevelmente o meu caminho (How children fail – Dificuldades de aprendizagem, Ed. Presença). Entre muitas coisas escritas nos anos 60, mas com preocupaçãoes tão atuais como as de hoje, uma história prendeu-me. Essa história foi, por sua vez, retirada por John de um outro livro (James Herndon – How to survive in your native land) e estava num capítulo intitulado “A turma burra”. Esse capítulo dizia respeito a uma turma, que James lecionava, constituída por crianças do 1.º Ciclo incapazes de aprender e, sobretudo, a um rapaz que parecia ser o mais burro da turma burra. Era descrito como absolutamente irrecuperável e incapaz para qualquer trabalho escolar. Um dia, James encontrou-o numa pista de bowlinganotando os resultados oficiais em torneios exigentes. Apontava as sobras, os plenos e havia sido contratado por trabalhar rapidamente e com precisão. Ninguém toleraria erros nesses torneios e ele não os cometia. Então James decidiu propor-lhe, na escola, alguns problemas sobre bowling... e ele não foi capaz de os resolver! As respostas, mais do que erradas, eram completamente absurdas.
Ao longo dos meus muitos anos de ensino não foram raras as vezes em que senti muitas crianças dentro da sala de aula completamente afastadas da realidade e da sua inteligência natural (aquela que usam no mundo fora da escola) quando resolviam problemas simples. Que idade tem a menina? 95 anos... Quantos meninos foram no autocarro? 18,25... Quanto aumentou a menina de peso dos 10 para os 11 anos? 380 kg... Tudo é respondido com naturalidade, vira-se costas depois de responder, não se pensa mais nisso. Acreditamos que, pelo simples facto de colocarmos “coisas reais” nos problemas matemáticos, tudo se torna mais próximo do real e da vida. Não é assim e tudo isto merece(ria) um olhar profundo e atento. Que efeito tem este corropio na escola, que parece estar tão distante da vida mesmo quando fingimos que é da vida que falamos? Quando lhes conto estas histórias de respostas absurdas (faço-o nas aulas como estratégia) eles riem-se e são capazes de identificar o erro. Avaliam sem qualquer problema a razoabilidade de um resultado se não se sentirem ameaçados por esse problema. Mas, curiosamente, ao resolverem um problema parecido... distanciam-se dessa sua já provada competência e cometem os mesmos erros de que se riram antes.
Muito antes de apelar para os caminhos e soluções matemáticas, encaminho as crianças para a confiança no seu julgamento, na sua inteligência natural. Muitas reagem positivamente e os efeitos são visíveis. É preciso resolver muitos problemas de todos os tipos e feitios (podem – e devem – nem sequer estar próximos do real, porque a abstração tem um papel muito importante no seu desenvolvimento) e levá-los a pensar em voz alta sobre eles. Matar a vergonha, o medo de se exporem, levá-los a virarem-se do avesso com gosto, tornando os cérebros transparentes e capazes de mostrar a forma como pensam, é fundamental e a recompensa é imensa. Mais do que encontrar respostas rápidas e precipitadas para se verem livres do “bicho” sem dor, ou engolirem o óleo de fígado de bacalhau de nariz tapado e olhos fechados, passam gradualmente de “a resposta é” para “eu faria assim e assim e depois assim e então calculava... e depois ia verificar se tinha razão com uma conta ou medição ou se tinha lógica!”
Quando, numa universidade, olhamos para vários exames de alunos (mais de 50% numa turma) onde é solicitado que determinem graficamente (desenhando) um ângulo cuja medida da amplitude é, nesse desenho, visivelmente inferior a 20º e, depois, o têm de fazer analiticamente (recorrendo a cálculos) obtendo valores próximos dos 90º e assumindo, sem crítica, essa resposta como válida (mesmo tendo a possibilidade de comparar o ângulo desenhado com os valores obtidos)... sabemos que algo de (muito) grave se passa.
Por onde começar? Confiar nas crianças e jovens, levá-los a confiar em si, apoiá-los e ajudá-los a (re)encontrar a inteligência natural que parece desaparecer, como que por triste magia, no território distante, isolado, quantas vezes estéril e insondável, a que chamamos escola.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Tranquilidade...

Preciso de tranquilidade!
Agora que o ano lectivo se aproxima do seu final... INQUIETA-ME!
Começo a pensar se estarei com "os meus meninos" no próximo ano... PREOCUPA-ME!
Não que seja boa ou a melhor, NÃO!
Conheço a "fórmula" para os motivar e os incentivar a lutar para ultrapassar suas dificuldades e medos!
Sei que sentirão a minha falta e que levará tempo para se adaptarem a outra realidade!
Também sentirei bastante... mas sei que ensinei-os a confiarem nas suas capacidades. ACREDITO NISSO!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Metade dos jovens assiste a provocações e nada faz

Uma das imagens do vídeo polémico ontem divulgadoConfrontada com o vídeo de agressões a uma jovem posto a circular na Internet e ontem tornado público, a investigadora alerta para a necessidade "de mudar a cultura escolar, para que não seja mal visto um jovem reportar estas situações". "Dentro do código dos adolescentes, quem faz queixa e chama um professor ou empregado, é apontado pelos outros - é um bem-comportado", diz. 

A professora da Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa, gostava de acreditar que o jovem que filmou a cena de violência e a colocou na sua página do Facebook tivesse pensado que, já que não conseguia intervir, ao menos podia denunciar, "para não voltar a acontecer". Mas acredita que o que poderá ter estado subjacente à divulgação da cena é mesmo a ideia "do espectáculo em torno da violência", "do minuto de fama pelas piores razões". Este tipo de "eventos" não ajuda a mudar, "precisa de ser desvalorizado", defende a docente.

Quanto às raparigas envolvidas, Margarida Gaspar de Matos diz que "aquele nível de violência" revela "uma incompetência das adolescentes na comunicação e na forma de regular emoções e lidar com conflitos". A investigadora nota que a violência não tem aumentado, mas tem havido mudanças de padrão. 

"Estas meninas estão a lutar como rapazes", ou seja, em vez de "a igualdade de género" levar a que os rapazes recorram mais à conversa para resolver problemas, vemos antes "modelos de resolução de conflitos através da violência em raparigas, que estão a assumir comportamentos masculinos". "É uma regulação por baixo", salienta. Num momento em que a sociedade portuguesa está cada vez mais escolarizada, a investigadora vê este tipo de situações como "um retrocesso".

Fonte: Público

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Aumentam os pedidos de ajuda para perturbações emocionais das crianças

Associação de Psiquiatria da Infância e da Adolescência debate em Gaia sintomas do mal-estar psicológico das crianças e adolescentes.


Hiperactividade, tristeza, ansiedade, depressão e problemas do comportamento alimentar são algumas das perturbações que levam cada vez mais crianças e adolescentes aos consultórios dos psicólogos e dos médicos pedopsiquiatras. Os pedidos de ajuda vêm das famílias e das escolas, de pais e de educadores alarmados com o mal-estar das crianças manifestado por aquelas alterações do comportamento. 
As tentativas de suicídio por parte de um número crescente de jovens são outro dos temas em debate

Segundo a Sociedade Americana de Psiquiatria da Infância e da Adolescência, dez a 20 por cento das crianças têm um ou mais problemas psiquiátricos, mas apenas um quinto recebe tratamento adequado. 


Por trás destas situações estão, muitas vezes, "famílias disfuncionais que não conseguem ajudar as suas crianças" e isso é o que mais preocupa a médica pedopsiquiatra Graça Mendes, responsável pela unidade de Pedopsiquiatria do Serviço de Psiquiatria e de Saúde Mental de Gaia/Espinho, que organiza até sexta-feira o XXII Encontro Nacional de Psiquiatria da Infância e Adolescência.



Como tratar estas perturbações emocionais que afectam um número crescente de crianças e de adolescentes? O recurso aos medicamentos tem-se tornado cada vez mais frequente, admite Graça Mendes, em declarações ao PÚBLICO. Mas a opção de "drogar" o sofrimento dos mais novos não é consensual entre os especialistas de saúde mental. Em discussão neste encontro, que reúne psiquiatras e psicólogos de todo o país, vão estar os desafios e controvérsias nas abordagens terapêuticas em Pedopsiquiatria.



As tentativas de suicídio por parte de um número crescente de jovens são outro dos temas em debate. Os dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, em 2009, ocorreu quase o dobro de suicídios de adolescentes relativamente a 2006, ano em que se registaram oito casos. A maioria das tentativas verifica-se em raparigas e é geralmente motivada por crises na relação com familiares, namorados ou amigos, bem como por conflitos no meio escolar, referem os mesmos dados.



A maior parte dos adolescentes que deram entrada em Gaia por tentativa de suicídio através de ingestão de medicamentos tinha entre 15 e 16 anos, esclarece Graça Mendes. O aumento destes casos levou, aliás, à abertura recente da Unidade de Hospitalização Parcial da Infância e Adolescência na unidade de Pedopsiquiatria de Gaia, precisamente com objectivo de dar resposta às situações de crise de cariz agudo que necessitem de uma intervenção terapêutica urgente e intensiva. 



Graça Mendes chama também a atenção para o facto de existirem "muitas zonas do país onde não há Pedopsiquiatria" e as crianças com perturbações emocionais não terem "acesso facilitado" às consultas.



Os especialistas presentes no encontro vão debater também a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da depressão infantil, cujo diagnóstico tem aumentado junto das crianças. Falarão ainda da importância de envolver os pais e a escola nas terapias. A psicoterapia mãe-bebé é o tema da conferência da pedopsiquiatra e psicanalista Maria José Gonçalves, que falará sobre a importância da relação precoce no desenvolvimento da criança.



Pressão escolar



A pressão para os bons resultados escolares no final dos anos lectivos é, muitas vezes, um dos motivos da ansiedade e depressão que leva muitas crianças e jovens às consultas de Psiquiatria, diz Graça Mendes ao PÚBLICO. "Muitas vezes, os pais projectam nas crianças o que eles próprios desejam para eles e exercem uma pressão sobre elas que acaba por se revelar prejudicial", diz a médica, chamando a atenção para o facto de, muitas vezes, os objectivos dos adolescentes "não estarem de acordo com os dos pais" e para a necessidade de respeitar isso e, sobretudo, de dialogar.

Fonte: Público

domingo, 22 de maio de 2011

Ajude os seus alunos a melhorar a auto-estima

A auto-estima é muito importante para que os miúdos tenham sucesso escolar. Os alunos com baixa auto-estima têm um desempenho mais pobre. São inseguros e não participam activamente nos debates propostos pelo professor. Sentam-se ao fundo da sala e baixam-se, quando sabem que o professor se prepara para chamar alguém para ir ao quadro.
por Solange Sousa Mendes
Caminos

Leia as nossas dicas e ajude os seus alunos a construírem a auto-estima e a melhorarem o seu desempenho global na sala de aula. 


1 - Faça-os participar. Evite entrar no "jogo deles". Eles querem ser esquecidos, passar despercebidos. Pois, não lhes dê esse gostinho. Peça-lhes ajuda. Mas assegure-se que eles fazem bem as coisas, caso contrário poderá ser pior. Crie um sinal secreto com eles. Por exemplo, diga-lhes que de todas as vezes que você se aproximar de sua carteira e colocar a sua mão sobre ela, eles serão chamados para a próxima. Isso dá-lhes tempo para pensar na resposta e alivia a ansiedade. 


2 - Dê-lhes uma tarefa. Torne-os responsáveis por alguma coisa. Afinal de contas, a biblioteca precisa de ser organizada e o animal de estimação da sala de aula tem de ser alimentado. O importante é que os faça sentirem-se úteis e importantes. Aos poucos, os seus alunos começam a sentir-se mais valorizados, necessários e orgulhosos por terem realizado algo.


3 - Faça deles um herói. Envolva-os num programa de auxílio a alunos. Os mais novos sempre admiram os mais velhos. Deixe-os ser o tutor de um aluno mais novo. Eles que lhe dêem explicações de matérias que dominem. Ao sentirem que conseguem ajudar outra criança e, ainda por cima, serem um modelo para ela, vai, de certeza, abrir-lhes o ego. Os benefícios para ambos os estudantes seriam incalculáveis. 


4 - Reconheça os sucessos dos seus alunos. Sempre que eles fizerem bem um exercício, ajudarem outro aluno ou lhe fizerem um recado, reconheça-o. Isso incentiva-os a continuar no bom caminho, a terem orgulho de si próprios e a formarem uma auto-estima cada vez mais sólida.

Fonte: Ionline