sexta-feira, 11 de março de 2011

Investigação procura explicar o porquê do autismo ser mais frequente no sexo masculino

Uma nova investigação científica está mais perto de descobrir o porque do autismo ser quatro vezes mais comum em homens do que em mulheres.

Segundo os investigadores responsáveis, a testosterona e o estrogénio têm efeitos opostos sobre um gene apelidado RORA. Nos neurónios, a testosterona diminui a capacidade das células de expressar ou se ligar ao gene, enquanto que o estrogénio aumenta essa capacidade.

Os resultados obtidos baseiam-se em testes de crescimento de neurónios em laboratório. Normalmente, o trabalho das células no gene RORA é ligá-lo a vários outros genes. Quando uma célula tem altos níveis de testosterona, os níveis de RORA escasseiam, factor que afecta todos os genes a que RORA se deveria ligar.

A investigação também mostrou que os tecidos cerebrais de pessoas com autismo apresentam níveis mais baixos de RORA do que o das pessoas sem a condição.

Continue a ler a noticia em ajudas. com.

Este video demonstra que as crianças autistas podem comunicar... a esperança nunca acaba!


Consulte o blog de Carly.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Alunos com Currículo Especifico Individual (CEI) no Ensino Secundário...Sim ou Não?

Poderão os nossos alunos com CEI frequentar o ensino Secundário?
E agora com a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, que rumo dar a estas crianças?
Estas perguntas tem sido frequentes no decorrer deste ano lectivo em todas as escolas, colocadas a professores de Educação Especial (a mim, por exemplo) que encolhem os ombros e não encontram uma explicação "escrita" para estas questões... pego nas palavras do Incluso pois não existe um esclarecimento sustentado para este assunto que possamos dar aos nossos colegas e até pais...

Então, segundo esta linha de pensamento (que penso ser coerente), os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente (NEE) que beneficiam da medida educativa de currículo específico individual, após a frequência do ensino básico, vêem-se impossibilitados de prosseguir estudos, isto é, de frequentar um processo de formação que exija como ponto de partida a conclusão do ensino básico. No entanto, podem, e devem, continuar a frequentar o sistema educativo.

O nosso sistema educativo proporciona formação profissional e/ou certificada a alunos NEE??? Não!
Que respostas podemos então oferecer a estes alunos??

Penso que uma das soluções passa por, no âmbito do plano individual de transição (PIT), integrar estes alunos em turmas de cursos profissionais, e de preferência adaptáveis ao seu perfil de funcionalidade, frequentando de preferência as disciplinas práticas, mesmo que, para tal, se proceda a algumas adaptações curriculares. Desta forma, preparar os alunos com competências profissionais que deverão ser discriminadas no certificado final de frequência da escolaridade secundária. A restante carga lectiva, tal como no ensino básico, deve servir para desenvolver outras áreas básicas e funcionais, através de apoio pedagógico especializado, como a Linguagem e Comunicação, a Matemática para a Vida, a Autonomia Pessoal e Social, de acordo com o perfil do aluno.
Assim sendo, temos um aluno NEE integrado num curso profissional e dotado de uma mais-valia para o seu FUTURO.
Agradeço que, caso não concordem ou tenham outra visão diferente festa que também é a minha, comentem.
A partilha enriquece-nos! 

Avaliação à legislação que regula a EDUCAÇÃO ESPECIAL revela que esta apresenta melhorias

Uma avaliação externa da implementação da legislação que regula a educação especial, alvo de críticas quando foi aplicada, revelou que esta "permitiu uma melhor qualidade das respostas educativas e do ensino", conclusão com a qual a tutela se congratula.

As conclusões desta avaliação foram hoje apresentadas, numa cerimónia que contou com a presença da ministra da Educação e de vários dirigentes do setor.
De acordo com o projeto de avaliação externa da implementação do Decreto-Lei n.º 3/2008, realizado por uma equipa de avaliação externa, composta por Rune Simeonsson e Manuela Sanches Ferreira, a legislação resultou numa "escola mais inclusiva, um ensino de maior qualidade e mais tempo e envolvimento dos alunos com necessidades especiais na sala de aula".

"A implementação do decreto-lei e a aproximação a uma escola inclusiva tem sido conseguida pelo envolvimento e profissionalismo dos diferentes profissionais e pelos recursos disponibilizados pela tutela", lê-se no relatório que inclui ainda várias recomendações.

À direção da escola, por exemplo, os avaliadores recomendam, entre outras coisas, "um reforço da articulação entre o programa educativo individual, o projeto educativo e o plano de atividades da escola capaz de gerar mecanismos mais eficazes de integração das respostas educativas inscritas nos programas educativos individuais".

Aos docentes é recomendada a "integração do aluno, sempre que existam condições, como elemento da equipa na elaboração do programa educativo individual", enquanto ao Ministério da Educação é preconizado que continue a utilizar a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde como referencial na avaliação especializada e na elaboração do perfil de funcionalidade".

A Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) é o instrumento utilizado pelo Ministério da Educação para sinalizar as crianças com necessidades educativas especiais, mas tem sido alvo de críticas a propósito da sua utilização no setor da Educação.

Citando pareceres de entidades como a Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, que considera inadequada a utilização deste instrumento no setor da Educação, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) acusou em junho de 2008 o Governo de ter apenas como objetivo diminuir o número de alunos com apoio e, dessa forma, "reduzir drasticamente o número de professores no sistema".

No final da apresentação, a ministra da Educação, Isabel Alçada, comentou estas críticas do passado, sublinhando que "os pais estão muito satisfeitos com a evolução da oferta em Portugal que se conseguiu com a educação especial".

"Portugal está no caminho certo. Estes resultados provam que, quando o trabalho é baseado no conhecimento científico e na competência técnica, funciona", frisou.

Esta avaliação, que durou dois anos, assentou em três eixos fundamentais: a utilização da Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: versão para Crianças e Jovens (CIF-CJ) nos processos de referenciação, de avaliação e de intervenção com alunos com necessidades especiais que necessitam de respostas educativas de educação especial; os recursos e apoios disponibilizados pela escola, para permitirem a adequação do processo de ensino-aprendizagem às necessidades educativas individuais dos alunos; e as medidas organizativas e de funcionamento previstas nos projetos educativos, bem como as modalidades específicas de educação.

FONTE: Lusa/EDUCARE - 2011-03-07

terça-feira, 1 de março de 2011

Não se conforme, Informe-se... porque há pessoas, com necessidades raras...

O ano de 2002 viu unir-se um grupo de pais para dar voz a uma “língua rara”, até então esquecida. Criou-se, assim, a Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras.
Desde então cresce, a cada ano, o número de associados, amigos, personalidades e instituições que apoiam a causa da Associação, tanto a nível nacional como internacional. Hoje, a Raríssimas afirma-se como uma referência no domínio das doenças raras em Portugal.
Pautando-se por caminhar lado a lado com “pessoas raras, com necessidades raras”, a Associação tem procurado dar resposta a solicitações que lhe chegam todos os dias, vindas de portadores de doenças raras e familiares, de profissionais de saúde e acção social, estudantes e curiosos.
No sentido consolidar o desenvolvimento e a profissionalização do seu serviço de informação e apoio a Raríssimas lança agora esta plataforma da Linha Rara, com o apoio da Direcção-Geral da Saúde.

Poderá consultar mais informações sobre a Raríssimas em www.rarissimas.pt

A Linha Rara conta com uma equipa com formação superior, componente humana e de conduta ética sublinhadas, e experiência prévia de desempenho de actividades junto de associações de doentes ou noutras instituições sem fins lucrativos.
A Equipa assegura toda a plataforma de informação da Linha Rara, em estreita colaboração com profissionais de: Saúde; Acção Social; Direito; Psicologia Clínica; Psicomotricidade.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O tapete vermelho da 83ª edição dos Oscares premiou...

O Discurso do Rei foi o principal vencedor da noite do Oscar 2011, realizado neste domingo, 27 de Fevereiro, no Kodak Theatre, em Los Angeles, nos EUA.
Indicado em 12 categorias, o Discurso do Rei levou quatro das principais estatuetas, foi o Melhor Filme, teve o Melhor Actor (Colin Firth), o Melhor Director (Tom Hooper) e o Melhor Roteiro Original.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Para quem gosta de cinema, aqui está um filme a não perder!!

A gaguez é uma perturbação da fluência do discurso em que se verificam bloqueios, repetições e prolongamentos de sons. Pode ser acompanhada de movimentos faciais e ou corporais. E só tem tanta importância porque afecta um comportamento fundamental na comunicação.

A gaguez é um problema condicionante na vida de uma pessoa e  a baixa auto estima é frequentemente uma característica apresentada pelos gagos.

Segundo uma aluno desta sala, o A, "eu falo muito menos do que queria... porque às vezes não consigo ou tenho medo de não conseguir dizer aquilo que quero", ou seja, ser gago implica deixar de dizer o que se sente no momento certo!


O Discurso do Rei é uma homenagem a quem busca, através da vivência e do conhecimento sobre a gaguez, construir um mundo melhor para os que aqui já estão, e para os que virão.

Vi este filme na quarta-feira e não deixei de pensar em quem está próximo de mim e tem esta característica... a vontade de ajudar a ultrapassar este problemacresceu ainda  mais.

Que venham os prémios, todos merecidos. O Rei merece!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Provas de Aferição do Ensino Básico

As provas de aferição estão novamente a chegar e são já nos dias 6 de Maio - Língua Portuguesa e 11 de Maio - Matemática pelas 10 horas.

Podemos consultar a Norma PAEB 2011 onde constam as orientações relativamente aos nossos alunos NEE.

É referido no capítulo II, ponto 6.4 que os alunos que frequentam um currículo específico individual, ao abrigo do artigo 21.ºdo Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, não realizam as provas de aferição, pelo que não são registados no ficheiro Excel/PAEB 2011, não sendo necessário o preenchimento de qualquer impresso.

O capítulo VII é exclusivamente dedicado aos nossos alunos NEE e descreve as possíveis condiçõesespeciais de realização das provas.


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hoje é o Dia Mundial da Justiça Social

Oitenta por cento das pessoas no mundo carecem de proteção social adequada e as desigualdades globais disparam. Hoje, 20 de fevereiro, é o Dia Mundial da Justiça Social. O mundo é convidado a uma nova era de justiça social que ofereça serviços básicos, empregos decentemente remunerados e garantias para os pobres, vulneráveis e marginalizados.A mensagem divulgada para a data pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abrange este ano o tema da ‘proteção social’, destacando especialmente a vulnerabilidade da mulher neste contexto.
Ban cita as 18 políticas de proteção social inovadoras lançadas este ano pela OIL (Organização Internacional do Trabalho) e o PNUD (Programa das NNUU para o Desenvolvimento); e recorda que para obter os Objetivos do Milênio, é necessário reduzir as desigualdades e a exclusão social, o que se faz somente com sistemas de proteção social.

“A justiça social é mais do que um imperativo ético, é um alicerce para a estabilidade nacional e a prosperidade global” - frisa. E neste sentido, Ban pede ao mundo ações firmes contra toda forma de discriminação religiosa, étnica e econômica. O Secretário-geral da ONU conclui: “A justiça social é fundamental para maximizar o potencial de crescimento com igualdade e minimizar o risco de desordem social. Juntos, devemos acolher este desafio e garantir que nosso trabalho pelo desenvolvimento sustentável assegure a justiça social para todos”.

Dislexia

A Dislexia representa actualmente um grave problema escolar para o qual devemos, enquanto intervenientes do processo educativo, estar mais atentos e consciencializados para que, desta forma, possamos proporcionar aos nossos alunos experiências de aprendizagem adequadas a esta realidade e às necessidades específicas de cada discente, pois segundo Hennigh (2003) “O professor como orientador procura criar uma sala de aula que funcione como uma equipa, sendo cada um dos seus membros necessário e importante. Uma sala em que a comunidade é mais forte do que o indivíduo isolado, sendo este, no entanto, único e especial.”

Sinais de Alerta

Se considerarmos a Dislexia como uma perturbação específica da leitura, é pouco provável que a criança disléxica ao entrar para a escola já se faça acompanhar de um diagnóstico, uma vez que, normalmente, é só no primeiro ano de escolaridade que a criança aprende a ler. Para além disso, a sua detecção é extremamente complexa pois há inúmeros factores a ter em consideração para assegurar rigor e precisão no diagnóstico desta problemática.
No entanto, existem determinadas observações passíveis de serem realizadas antes da criança ingressar na escola. Muitas vezes, os pais têm a percepção de que a criança apresenta dificuldades, antes de estas serem perceptíveis por outros. Cronin (1994, in Hennigh, 2003) assegura existirem aspectos que precocemente podem revelar a existência de algum problema. Segundo o mesmo, existem áreas de observação essenciais para os pais tais como: a capacidade e a coordenação motora; a noção de espaço; a memorização de sequências; a linguagem; a maturidade social; e o comportamento. Visto isto, aconselha a que os pais elaborem anotações quando observam a criança, podendo recorrer a uma grelha de registos, designada por este autor de “Ficha de Observação Parental”. Para Corin (1994, in Hennigh, 2003) “Se os pais estiverem sensíveis para esta realidade e tiverem consciência dos padrões de comportamento e de crescimento do seu filho, então poderão ser realizadas observações, de forma a decidir se devem ser tomadas outras medidas”.
De acordo com Shaywitz (2006) existem alguns sintomas que caracterizam a criança disléxica e que poderão ajudar a detectar o problema numa fase pré-escolar. Os sintomas são: atraso na fala, problemas de aprendizagem de rimas comuns, palavras mal pronunciadas (persistência da chamada linguagem de bebé) e dificuldade em aprender e lembrar o nome das letras (até as do seu próprio nome). É benéfico que, quer os pais quer os educadores estejam atentos e observem se estes sintomas se verificam e persistem com frequência na criança para que se possa detectar, cada vez mais precocemente, a Dislexia e se possa actuar de forma eficaz.
No entanto, na maioria dos casos, aquando da entrada para a escola, é o professor o primeiro a detectar no aluno problemas ao nível da leitura e a encaminhar todo o processo, para que o aluno portador desta necessidade educativa especial possa ser alvo de uma análise por parte de órgãos especializados nesta área. De acordo com Hennigh (2003), “É importante compreender que o professor não diagnostica dislexia … dificuldades de aprendizagem devem ser diagnosticadas por especialistas.”. Nós também concordamos com esta afirmação, pois embora o professor possa ser uma pessoa bem formada e informada nesta área, compete a técnicos especializados o despiste e a elaboração do diagnóstico.
Contudo, devido aos problemas cognitivos que se encontram na base da Dislexia, são inúmeras e diversificadas as suas manifestações e características, sendo que nem todos os indivíduos apresentam as mesmas. Por outro lado, sendo um problema relativo à aprendizagem da leitura e da escrita, as próprias características vão sofrendo modificações com o aumento das exigências escolares.
Condemarin e Blomquist (1989) apontam algumas características das crianças disléxicas em idade escolar, que poderão ajudar o professor na detecção de um caso de Dislexia. Segundo estes autores, um aluno disléxico revelará algumas ou várias das seguintes dificuldades: confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças subtis de grafia (a-o; c-o; m-n; v-u…); confusão entre letras, sílabas ou palavras de grafia similar, mas com diferente orientação espacial (b-d; p-q; b-p…); confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum e sons acusticamente próximos (d-t; c-g; v-f); inversão total ou parcial de sílabas ou palavras (me-em; sol-los; pal-pla…); substituição de palavras por outras de estrutura mais ou menos similar (soltou-salvou; casa-casaco…); contaminações de sons, adições ou omissões de sons, sílabas ou palavras (fama-famoso); repetições de sílabas, palavras ou frases; trocar com frequência as linhas quando está a ler; excessivas fixações do olho na linha; soletração defeituosa; problemas de compreensão; leitura e escrita em espelho; e, ilegibilidade.
A par disto, Torres e Fernández (2001) apresentam ainda características comportamentais reveladoras da Dislexia, sendo elas a ansiedade, a insegurança, ou contrariamente a vaidade excessiva como “camuflagem” da existência de um problema, défice de atenção, fadiga, falta de motivação e de interesse pelas actividades escolares.
Vários autores [Shaywitz, 2006; Hennigh, 2003; e Condemarin e Blomquist, 1989] defendem que os professores precisam de ser observadores atentos e devem possuir conhecimento acerca da forma como os seus alunos lêem. Caso algum aluno apresente padrões de leitura que apontem para uma possível Dislexia, o professor deverá então aplicar ao aluno testes informais de leitura de forma a comprovar, ou não, as suas suspeita.

Esta informação foi retirada de um site que surgiu da dinâmica pedagógica implementada na disciplina de Planificação e Desenvolvimento Curricular da Pós Graduação/especialização em Educação Especial (Domínios Cognitivo e Motor) promovida pelo INUAF - Instituto Superior D. Afonso III sob a responsabilidade da Prof Sofia Malheiro da Silva.